O Grupo J na Copa do Mundo de 2026 é, sem exagero, o principal atrativo de toda a fase de grupos. É aqui que o foco estará em um homem que já se tornou uma lenda viva do futebol. Neste quarteto, se encontram os atuais campeões mundiais, a Argentina, que chega ao torneio sob a enorme pressão do status de favorito; a disciplinada Áustria, que retorna após um intervalo de 28 anos; a ambiciosa e pragmática Argélia; e a estreante Jordânia, para quem a classificação para a Copa do Mundo já é um feito histórico.
Este é um grupo onde se encontram três continentes, três diferentes filosofias de futebol e uma superestrela, para quem este torneio provavelmente será sua última dança no grande palco. Analisamos a composição dos participantes, os jogadores-chave, o cronograma e fazemos uma previsão sobre o desfecho das disputas no grupo J.
Composição dos participantes e panorama geral
O Grupo J é composto por Argentina, Argélia, Áustria e Jordânia. De acordo com o ranking da FIFA e a opinião dos analistas, há uma clara divisão. A Argentina, ocupando o terceiro lugar no ranking mundial, é a favorita incontestável do grupo e uma das principais candidatas ao título do torneio. A segunda vaga para os playoffs será intensamente disputada entre a Áustria e a Argélia. A Jordânia é considerada a azarã, mas no novo formato do torneio, onde até mesmo o terceiro lugar pode dar uma chance de continuar na competição, é cedo para descartar a equipe asiática.
Seleção da Argentina: a última dança do grande Messi
A seleção da Argentina chega à Copa do Mundo como campeã em título e uma das principais favoritas de todo o torneio. A vitória no Catar em 2022 aliviou o peso de 36 anos de expectativa, mas gerou uma nova pressão — agora se espera que eles defendam o título. Para os argentinos, será a 19ª participação em Copas do Mundo.
Treinador e estilo. Lionel Scaloni continua no comando da equipe, tendo levado a Argentina ao triunfo histórico. Nos últimos anos, ele conseguiu manter o núcleo do time, ao mesmo tempo em que rejuvenesceu o elenco e o tornou ainda mais equilibrado. Scaloni aposta em um futebol pragmático, mas extremamente eficaz: os argentinos sabem suportar, controlar o ritmo e vencer o adversário no momento certo. As formações favoritas são 4-3-3 e 4-4-2, dependendo do adversário.
Jogadores-chave. A principal estrela e capitão é Lionel Messi. Aos 38 anos, ele está pronto para estabelecer um recorde histórico ao participar de sua sexta Copa do Mundo. Este provavelmente será seu último torneio com a seleção, e ele estará extremamente motivado. No entanto, a Argentina atual já não depende tanto de Messi quanto antes — ao seu redor cresceu uma geração de vencedores. A linha de goleiros é representada pelo intransponível Emiliano Martinez, que continua sendo um dos melhores do mundo. Na defesa, as figuras-chave são Cristian Romero e Lisandro Martinez. No meio-campo, o cérebro da equipe é Enzo Fernandez e Alexis Mac Allister, enquanto Rodrigo De Paul é responsável pela energia e destruição. No ataque, além de Messi, há Julian Alvarez e Lautaro Martinez, que podem decidir o resultado de qualquer partida.
Perdas e riscos. O principal problema dos argentinos é a lesão do zagueiro central Cristian Romero, o que será um sério problema de elenco para Scaloni. Também há questões sobre a condição física de Messi e o cansaço geral dos líderes após uma longa temporada de clubes. Muitos especialistas acreditam que a Argentina atual é ainda mais forte do que em 2022, mas a pressão do status de campeã pode ser uma armadilha.
Previsão. A Argentina é a principal favorita não apenas do grupo, mas de todo o torneio. As casas de apostas e analistas dão aos campeões em título algumas das menores odds para vencer o torneio. Se a equipe de Scaloni mantiver a concentração e evitar lesões, é capaz não apenas de ganhar o grupo, mas também de aspirar ao resultado mais alto. Avançar do grupo para a Argentina é apenas uma formalidade.
Seleção da Áustria: retorno após 28 anos de espera
A Áustria retorna à Copa do Mundo após 28 anos. A última participação austríaca foi em 1998, e desde então os torcedores esperavam por este momento. A equipe de Ralf Rangnick é considerada a principal concorrente da Argentina no grupo e uma candidata clara ao segundo lugar.
Como se classificaram para a Copa. Na qualificação europeia, os austríacos venceram seu grupo de forma convincente, deixando para trás a Bósnia e Herzegovina e a Romênia. O fator chave foi a goleada sobre os bósnios, que demonstrou o poder ofensivo da equipe.
Treinador e estilo. A equipe é liderada pelo gênio tático alemão Ralf Rangnick, que impôs aos austríacos seu estilo característico — pressão intensa. A Áustria começa os jogos muito rapidamente, pressiona alto e força os adversários a cometer erros até mesmo em seu próprio campo. É um estilo muito irritante que pode surpreender até mesmo as principais equipes. Sua formação favorita é 4-2-3-1, que rapidamente se transforma em 4-3-3 no ataque.
Jogadores-chave. A Áustria tem um elenco equilibrado com uma mistura de experiência e juventude. A linha de defesa é liderada pelo capitão David Alaba, que é o líder incontestável da equipe. No meio-campo, as figuras-chave são Marcel Sabitzer, Konrad Laimer e o jovem talento Carney Chukwuemeka. No ataque, a principal estrela e veterano é Marko Arnautovic, que marcou 8 gols na qualificação. Também são perigosos Michael Gregoritsch e Sasa Kalajdzic.
Previsão. A Áustria é a principal candidata ao segundo lugar no grupo. Sua organização, disciplina e pressão intensa podem criar problemas até mesmo para a Argentina. Os 28 anos de espera devem terminar com uma vaga nos playoffs, e Rangnick não pretende decepcionar os torcedores. O segundo lugar é uma meta realista e esperada para esta equipe.
Seleção da Argélia: a carta fora do baralho africana
A Argélia retorna à Copa do Mundo pela primeira vez desde 2014. A equipe norte-africana, que no Mundial do Brasil surpreendeu ao chegar às oitavas de final, agora pretende repetir ou até superar esse feito. Sob a liderança de um experiente treinador europeu, a Argélia se reestruturou e se tornou mais pragmática.
Como se classificaram para a Copa. Na qualificação africana, a Argélia não teve problemas, vencendo seu grupo de forma convincente. A equipe retornou ao nível mundial graças a um equilíbrio entre ataque e defesa, bem como uma política de elenco bem-sucedida.
Treinador e estilo. A equipe é liderada pelo especialista suíço-bósnio Vladimir Petkovic, que apostou em um futebol pragmático e disciplinado. A Argélia joga em uma formação ofensiva 4-2-3-1, focando na posse de bola e passes rápidos e combinados. Quando necessário, a equipe se reestrutura facilmente e joga de forma reativa, esperando pelos erros do adversário.
Jogadores-chave. A principal estrela e capitão da equipe é Riyad Mahrez. Apesar de seus melhores anos já terem passado, ele ainda é capaz de decidir um lance sozinho. A linha de defesa é liderada por Rayan Ait-Nouri e o experiente Aissa Mandi. Um detalhe interessante é a presença de Luka Zidane, filho do grande Zinedine Zidane, na posição de goleiro da Argélia. No ataque, também se destacam Mohamed Amoura e Amine Gouiri.
Previsão. A Argélia é um adversário perigoso, capaz de lutar pelo segundo lugar. Seu poder ofensivo e a experiência de Petkovic podem ajudá-los a competir com a Áustria. Se os norte-africanos conseguirem superar os austríacos no confronto direto, eles podem muito bem conquistar o segundo lugar. No entanto, sua defesa continua sendo sua principal fraqueza, e contra uma equipe organizada como a Áustria, até mesmo um pequeno erro pode ser caro.
Seleção da Jordânia: os pioneiros do Oriente Médio
A Jordânia é, talvez, a história mais emocionante da qualificação para esta Copa do Mundo. O país classificou-se pela primeira vez em sua história para o Mundial. Para os jordanianos, o simples fato de participar da Copa do Mundo de 2026 já é um sucesso colossal, e a equipe viaja aos Estados Unidos para desfrutar do futebol e representar a Ásia.
Como se classificaram para a Copa. Na qualificação asiática, os jordanianos ficaram em segundo lugar no grupo, perdendo apenas para os favoritos, a seleção da Coreia do Sul, mas à frente do Iraque. Este resultado não foi por acaso — na Copa Asiática de 2023, a equipe chegou à final, onde perdeu para o Catar.
Treinador e estilo. A equipe é liderada por Jamal Sellami, que apostou em um jogo disciplinado na defesa e contra-ataques rápidos. A Jordânia joga em um esquema 3-4-3, que se transforma em 5-4-1 quando necessário — uma verdadeira muralha quase intransponível.
Jogadores-chave. A principal estrela e capitão é Musa Al-Taamari, o único jogador do elenco que atua em competições europeias. A responsabilidade criativa no ataque recai sobre seus ombros. Uma perda significativa foi a lesão do atacante-chave Yazan Al-Naimat, que está fora por causa de uma lesão no joelho.
Previsão. A Jordânia é a equipe mais fraca do grupo em termos de ranking e elenco. Os especialistas concordam que o principal objetivo da equipe será jogar dignamente, não fazer feio e, possivelmente, marcar o primeiro gol de sua história em Copas do Mundo. Para o conto de fadas do Oriente Médio, até mesmo um ponto seria um milagre. Será extremamente difícil para os estreantes competir com campeões mundiais e europeus experientes.
Calendário de jogos do Grupo J
17 de junho: Argentina — Argélia.
17 de junho: Áustria — Jordânia.
23 de junho: Argentina — Áustria.
23 de junho: Jordânia — Argélia.
28 de junho: Argélia — Áustria.
28 de junho: Jordânia — Argentina.
Previsão final para o Grupo J
O Grupo J parece bastante previsível, mas a partida pelo segundo lugar entre Áustria e Argélia promete ser acirrada. A Argentina provavelmente vencerá o grupo com tranquilidade, enquanto o azarão é evidente. A principal questão é quem acompanhará Messi nos playoffs.
Primeiro lugar — Argentina. Os atuais campeões mundiais são fortes demais, equilibrados e experientes para perder o primeiro lugar. Mesmo com a lesão de Romero e a idade de Messi, Scaloni tem recursos suficientes para somar sete a nove pontos. Os albicelestes não perdoam erros, e eles sabem disso.
Segundo lugar — Áustria. O gegenpressing de Rangnick e a experiência dos veteranos devem garantir a vaga na fase de grupos. Os austríacos lidarão tranquilamente com a Jordânia e provavelmente vencerão o confronto chave contra a Argélia. Os 28 anos de espera terminarão com a classificação para os playoffs.
Terceiro lugar — Argélia. As Raposas do Deserto lutarão e mostrarão caráter, mas faltarão um pouco de organização na defesa para superar a Áustria. A vitória sobre a Jordânia e, possivelmente, um empate com a Áustria permitirão que eles somem três a quatro pontos, o que provavelmente será suficiente para estar entre as melhores equipes que terminaram em terceiro lugar.
Quarto lugar — Jordânia. O conto de fadas do Oriente Médio não pode durar para sempre. Será extremamente difícil para os estreantes competir com campeões mundiais e europeus experientes. O principal objetivo da equipe é jogar dignamente e, possivelmente, marcar o primeiro gol de sua história em Copas do Mundo. Mesmo um ponto seria uma conquista histórica para a Jordânia.
A principal questão do grupo. Será que Lionel Messi, aos 38 anos, em sua última Copa do Mundo, conseguirá levar a equipe à defesa do título, ou a pressão do status de favorito será pesada demais? Também é interessante saber quem ficará em segundo lugar — a organizada Áustria ou a ambiciosa Argélia. As respostas para essas perguntas serão conhecidas em meados de junho. Mas uma coisa é certa: Messi e companhia serão o principal atrativo para os torcedores de todo o mundo.